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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Capítulo 2 - Parte XIV

Materiais de construção e habitações

Como 4 mil metros quadrados (1 acre) de cânhamo produz fibra de celulose tanto quanto 16 mil metros quadrados (4,1 acres) de árvores*, ele é o melhor material para substituir as árvores utilizadas na produção de vários tipos de madeira e no concreto utilizado nas construções.

* Dewey & Merrill, Bulletin #404, United States Dept. of Agriculture, 1916.

Material barato para construção barato, com resistência ao fogo, prático e com excelente isolamento acústico, é feito aquecendo e comprimindo as fibras das plantas para criar painéis bem sólidos, substituindo o drywall e a madeira compensada.

A corporação William B. Conde of Conde’s Redwood Lumber, Inc., próximo de Eugene, Oregon, em conjunto com Washington State University (1991-1993), demonstrou a superioridade dos materiais de construção feitos de cânhamo: mais vigoroso, flexível e econô
mico se comparado as fibras e vigas de madeira.

Isochanvre, um material de construção francês redescoberto feito de barreiras de cânhamo misturadas com cal, se petrifica em um estado mineral e dura séculos. Arqueólogos encontraram uma ponte no sul da França do período merovíngio (500-751 D.C.) que foi construída dessa forma.

(See Chènevotte Habitat of René, France in Appendix I of the paper version of this book.)

O cânhamo tem sido usado por toda a história para revestir tapetes. A fibra tem grande potencial na fabricação de tapetes rijos, mas não resistentes – eliminando a fumaça tóxica da queima comercial ou caseira de materiais sintéticos, junto com reações alérgicas associadas às novas práticas sintéticas de tapeçaria.



Canos PVC podem usar celulose de cânhamo (que é renovável) como matéri
a-prima, substituindo as não renováveis, como o carvão ou químicas com base no petróleo. E assim nos poderemos ter uma visão da construção de uma casa no futuro, construída, pintada e mobiliada pela melhor fonte renovável – o cânhamo.


O capítulo 1 já pode ser baixado através desse link, que se encontra na parte lateral direita do site! Clique aqui para a versão em inglês. Qualquer dúvida, sugestão ou crítica, poste um comentário.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Capítulo 2 - Parte XIII

Óleos vegetais e proteínas

Sementes de maconha eram regularmente usadas em mingais, sopas, sopas de aveia e praticamente toda a população mundial até esse século. Para os monges, era exigida a ingestão de pratos de sementes de cânhamo três vezes por dia, tecer suas roupas com esse material e fazer suas bíblias com a sua fibra.


(See Rubin, Dr. Vera, “Research institute for the Study of Man”; Eastern Orthodox Church; Cohen & Stillman, Therapeutic Potential of Marijuana, Plenum Press, 1976; Abel, Ernest, Marijuana, The First 12,000 Years, Plenum Press, NY, 1980; Encyclopædia Brittanica.)


Óleos altamente nutritivos podem ser extraídos das sementes, contendo a maior variedade de ácidos graxos essenciais do reino vegetal. Eles são responsáveis pelas nossas reações imunológicas e para limpeza das artérias.

Os subprodutos desses extratos têm as proteínas de seed cake da mais alta qualidade. Ela pode ser germinada (maltada) ou cozida em bolos, pães e em caçarola italiana. As proteínas encontradas na semente de maconha são umas das mais completas e excelentes da humanidade. Semente de maconha é a fonte mais completa de nutrição humana.


(Veja o debate sobre os edistins e os ácidos graxos essenciais, capítulo 8)


A semente de cânhamo era – até a proibição em 1937 – a mais usada em alimentos para pássaros, tanto silvestres quanto domésticos. Era a semente favorita dele
s*; cerca de quase dois milhões de quilos de sementes de cânhamo eram vendidas a varejo nos EUA em 1937. Os pássaros sempre escolhiam, dentre várias misturadas, a semente de cânhamo. Os que tinham essa semente na sua dieta viviam e reproduziam mais, usando o óleo para plumagem e para uma saúde balanceada.

(Veja mais no capítulo 8, “O cânhamo como alimento-base para o mundo.)

*Testemunho do Congresso dos EUA, 1937; “Pássaros canoros não cantarão sem ela”, os produtores de alimentos de pássaro alegaram ao Congresso. Resultado: sementes de maconha esterilizadas começaram a ser importadas para os EUA da China, Itália e outros países.

As sementes não são capazes de entorpecer humanos ou os pássaros. Apenas minúsculos traços de THC são encontrados na semente.

Elas também são a isca preferida de muitos pescadores na Europa. Os pescadores compram pacotes de sementes de cânhamo em lojas de iscas, lançam em rios e lagoas, deixando os peixes alvoroçados e acabam sendo pegos pelo anzol.


Nenhuma outra isca é tão eficiente, fazendo com que ela se torne o mais desejado e nutritivo alimento por humanos, pássaros e peixes.


(Jack Herer’s personal research in Europe.) (Frazier, Jack, The Marijuana Farmers, Solar Age Press, New Orleans, LA, 1972.)

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Capítulo 2 - Parte XII

A maconha como medicação

De 1842 até meados de 1890, uma maconha muito potente (nesse tempo conhecida como extratum de cannabis) e extratos de haxixe, tinturas e elixires eram o segundo e terceiro remédios mais usados na América por humanos (do nascimento até a velhice) e em medicina veterinária até um pouco mais da década de 20.

(Veja mais no capítulo 6, “A maconha como medicação” e no capítulo 13, “Século XIX”)




Como foi dito antes, por pelo menos 3.000 anos, principalmente em 1842, vastos extratos de maconha (flores, folhas, raízes etc) eram os mais comuns e amplamente usados na maioria das enfermidades humanas.


Porém, na Europa ocidental, a Igreja Católica Romana proibiu o uso da cannabis e qualquer tratamento médico, exceto por álcool e a sangria, por mais de
1200 anos.

(Veja mais no capítulo 10, “Sociologia”)



O registro e a tributação começaram a ser exigidos pela tesouraria nacional dos EUA para o uso profissional da maconha medicinal.
Fonte: http://www.glenwoodsmith.com/

A farmacopéia estadunidense indicava que a cannabis deveria ser utilizada para o tratamento de: fadiga, crises de tosse, reumatismo, asma, delirium tremens*, enxaqueca, cólicas e depressões menstruais.


(Professor William Emboden, Professor of Narcotic Botany, California State University, Northridge.)

*O delirium tremens é uma psicose causada pela abstinência ou suspensão do uso de drogas ou medicamentos frequentemente associada ao alcoolismo, mas que também pode se apresentar com o uso prolongado ou abusivo de benzodiazepínicos ou barbitúricos. Assim, é uma forma mais intensa e complicada da abstinência.

Fonte: Wikipédia.


A rainha Vitória (que reinou durante 63 anos e foi chefe de estado d
e todo o Império Britânico que ainda incluíam Canadá, Austrália, Índia e vastos territórios na África) usava resina de maconha para as suas cólicas menstruais e suas TPMs. Seu reinado, que foi de 1837 até 1901, aconteceu em paralelo ao enorme crescimento do uso da cannabis indiana como medicamento nas partes do mundo em que se falava inglês.

Nesse século, pesquisas sobre a cannabis têm mostrado valores terapêuticos – e em completa segurança – no tratamento de muitos problemas de saúde, incluindo asma, glaucoma, náuseas, tumores, epilepsia, infecções, estresse, enxaquecas, anorexia, depressão, reumatismo, artrite e possivelmente herpes.


(Veja o capítulo 7, “Usos terapêuticos da cannabis”)

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Capítulo 2 - Parte XI

Óleos para iluminação


Até cerca de 1800, óleo de semente de maconha era o mais consumido para iluminação na América e no mundo. Mas até que em 1870, começou a perder para o óleo de baleia e passou a ser o segundo mais usado.

Óleos de cânhamo acenderam lâmpadas de muita gente: o legendário Ala
din, Abraham, o profeta, e na vida real, Abraham Lincoln. Era o óleo que mais brilhava.

Depois da descoberta de petróleo na Pensilvânia em 1859 e a administração do petróleo nacional iniciada em 1870 por Rockefeller, a prática foi substituída por petróleo, querosene etc.

Aliás, o célebre botânico Luther Burbank afirmou: “A semente [de cannabis]
é valorizada em outros países pelo seu óleo, e o seu abandono aqui explica o desperdício dos nossos recursos na agricultura.”

(Burbank, Luther, How Plants Are Trained To Work For Man, Useful Plants,
P.F. Collier & Son Co., NY, Vol. 6, pg. 48.)

Energia da Biomassa

No começo do século 20, Henry Ford e outros engenheiros que eram considerados gênios e futurísticos por defenderem o uso da energia da biomassa (a herança intelectual e científica ainda são referência), concordaram em um ponto: mais de 90% de todos os combustíveis fósseis usados no mundo hoje em dia (carvão, petróleo, gás natural etc) já, há muito tempo, deveriam ter sido substituídos pela biomassa de milho, cannabis, resíduos de papel e similares.

*O governo e corporações de petróleo e carvã
o, etc; irão sempre teimar que a queima de combustíveis de biomassa não são melhores que os combustíveis fósseis, assim como a poluição; mas isso é evidentemente falso.

E por quê?

Diferente dos combustíveis fósseis, a biom
assa vem de plantas (não extintas) que continuam a exonerar o dióxido de carbono da nossa atmosfera enquanto elas crescem, pela fotossíntese. Ainda mais, combustíveis de biomassa não contém enxofre.


Isso pode ser realizado se o cânhamo for plantado para biomassa e então convertido por pirólise (aquecimento a altas temperaturas) ou pela compostagem de bioquímicos em combustíveis para substituir o uso do combustível fóssil*.


*Notavelmente, considerando que o nosso planeta tem climas e solos muito distintos, a cannabis é pelo menos quatro vezes mais rica, auto-sustentável, potente em biomassa e celulose renováveis do que todas as plantas concorrentes – milho, cana-de-açúcar, árvores kenaf etc.

(Solar Gás, 1980; Omni, 1983; Cornell University; Science Digest, 1983; etc.)

Veja também o capítulo 9, “Ciência da economia”.


Um dos frutos da pirólise, o metanol, é usado hoje pela maioria dos carros de corrida e foi utilizado na rotina de muitos fazendeiros norte-americanos desde 1920, quando começou a disputa petróleo x metanol.


Metanol pode também ser convertido gasolina lead free (sem chumbo) de alta octanagem por meio de um processo catalítico desenvolvido pela Universidade de Tecnologia da Geórgia em parceria com a Corporação Mobil Oil.



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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Capítulo 2 - Parte X

Telas para pintura

O cânhamo é perfeito para arquivamento.

As pinturas de Van Gogh, Gainsborough, Rembrandt etc; foram principalmente pintadas em telas de cânhamo, como praticamente todas as pinturas.

O cânhamo é uma fibra lustrosa e forte, resiste ao calor, fungos, insetos e não é danificada pela luz. Pinturas a óleo em telas de cânhamo ou linho estão em condições excelentes por séculos.


Auto-retrato de Vincent Van Gogh feito em uma tela de cânhamo.



Pinturas e Vernizes

Por milhares de anos, praticamente todas as excelentes pinturas e vernizes eram feitos com óleo de semente de cânhamo ou de linho.

Por exemplo, só em 1935, 58 mil toneladas* de sementes de cânhamo foram usadas nos EUA para pintura e verniz. Os negócios de óleo seco** de maconha se converteram principalmente nos petroquímicos da Dupont.


*O instituto nacional de produtos oleaginosos (óleos de semente) testemunha contra o 1937 Marijuana Transfer Tax Law.

Como comparação, considere que a DEA (Drug enforcement administration), junto com todas as agências policiais estatais e locais de todos os EUA, alega ter confiscado mais de 700 toneladas de cultivos de maconha; sementes, plantas, raízes e todos os resquícios durante o ano de 1996. Até a própria DEA admite que entre 94 e 97 por cento de todas as plantações de câ
nhamo que foram apreendidas e destruídas desde 1960 eram plantações silvestres crescendo naturalmente e não poderiam ser usadas para o fumo.

**Tradução de drying oil.


O selo Marijuana Tax Act estabelecia total controle governamental sobre a planta. Esse selo nunca esteve disponível para uso privado.

O congresso e o departamento de tesouraria foram assegurados através de
um depoimento secreto dado pela Dupont entre 1935-37 diretamente para Herman Oliphant, chefe conselheiro do departamento de tesouraria, que o óleo de semente de cânhamo seria substituído por óleos petroquímicos sintéticos feitos principalmente pela própria Dupont.

Oliphant foi exclusivamente responsável pela elaboração do Marijuana Tax Act* que foi apresentado pelo Congresso. (Veja a história completa no capítulo 4, “Os últimos dias da cannabis legal.”)


*O Marijuana Tax Act ou Ato fiscal da Maconha, elaborado em 1937, foi um grande passo em direção a criminalização da maconha nos EUA. Foi introduzido no Congresso pelo comissário da FBN (Federal Bureau of Narcotics) Harry Jacob Anslinger.

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Capítulo 2 - Parte IX

Cordame, retrós e torçais

Praticamente todos os municípios, cidades e vilas (desde tempo
s imemoriais) no mundo tiveram alguma indústria para a produção de cordas feitas de cânhamo. A Rússia, contudo, era a melhor e maior fabricante de qualidade, fornecendo 80% de todo o cânhamo ocidental de 1740 até 1940.

Thomas Paine delineou 4 fontes naturais essenciais para a nova nação no “Common Sense” (um folheto de sua autoria, publicado em 1776): “cordame, ferro, madeira e alcatrão” (cordage, iron, timber and tar). O melhor dentre eles era o cânhamo para o cordame. Ele escreveu:

“O cânhamo floresce mesmo quando muito abundante, por isso não devemos temer por falta de cordame.”

- Trecho de “Common Sense”, Pode ser encontrado em http://books.google.com.br/

E então ele prosseguiu a listar outros materiais essenciais para a guerra contra a marinha britânica, como canhões, pólvora etc.

Entre 70 e 90 por cento de todas as cordas, retrós e torçais eram feitos de cânhamo até 1937. Então foi substituído em sua maior parte por fibras petroquímicas (propriedades principalmente da Dupont sob licença de patentes da companhia alemã I.G. Corporation) e por Manila (abacá) de cânhamo, com amarras de aço às vezes entrelaçadas para fortificação – trazida da nova possessão americana, as pacíficas Filipinas, confiscada da Espanha como compensação à guerra Hispano-Americana de 1898.


Mapa das Filipinas (Capital: Manila). Situa-se no oriente. Próximo a China, Malásia, Vietnã, Indonésia etc.

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Capítulo 2 - Parte VIII

Nossos ancestrais eram muito econômicos para sair jogando coisa fora. Então, até 1880, qualquer sucata ou sobra de roupas eram todas misturadas e recicladas para produzir papel.

O papel de algodão, contendo fibra de cânhamo, é o papel de maior qualidade e duração já feito. Ele pode rasgar quando mo
lhado, mas ao secar, sua robustez volta completamente. Exceto por condições extremas, o rag paper permanece estável por séculos. O papel praticamente não se desgasta. Muitos dos papéis do governo dos EUA foram escritos, por lei, em rag paper feito de cânhamo até meados de 1920.

Estudiosos creem que o inicio do conhecimento ou da arte chinesa sobre a fabricação de papel de cânhamo (1º século D.C. – 800 anos antes de o Islã descobrir como fazer e entre 1.200 e 1.400 anos antes da Europa) foi uma das duas razões principais para que o a sabedoria e ciência oriental fossem imensamente superiores à ocidental por 1.400 anos. Assim, a arte da produção de papel de cânhamo duradouro permitiu que os orientais acumulassem conhecimento que fosse passado adiante, usado como referência, investigado, aperfeiçoado, contestado e mudado geração após geração (em outras palavras, um saber acumulado e abrangente).

A outra razão para que a sabedoria e a ciência oriental mantivessem superioridade à ocidental por 1.400 anos foi que a Igr
eja Católica Romana proibiu a leitura e escrita para 95% do povo europeu. Além disso, eles queimaram, perseguiram ou proibiram todos os livros nacionais e internacionais – incluindo a própria bíblia! Por mais de 1.200 anos com punições e às vezes a frequentemente utilizada pena de morte. Por causa disso, muitos historiadores chamam esse período de “The dark ages” (Idade das trevas) (476 D.C. – 1000 D.C., quiçá até a época da Renascença).

(Veja o capítulo 10, Sociologia)


A perseguição na Idade Média.
(“Persecution in the Dark Ages”)
Fonte: http://www.thebaptist.org/persecuted.htm


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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Capítulo 2 - Parte VII

Fibra e o papel de celulose

Até 1883, 75-90% de todo o papel produzido no mundo era feito de fibra de cânhamo de cannabis, incluindo livros, Bíblias, mapas, papel moeda, ações e títulos, jornais etc. A bíblia de Gutenberg* (século XV); Pantagruel e Gargântua*, de François Rabelais (século XVI); a Bíblia KJV* (século XVII); os trabalhos de Fitz Hugh Ludlow, Mark Twain, Victor Hugo, Alexander Dumas; o famoso “Alice no país das maravilhas” de Lewis Carroll (século XIX); isso tudo e a maioria das coisas eram impressas em papel de cânhamo.


Bíblia de Gutenberg

*Nessa obra de Rabelais (escritor, médico e padre francês), existe uma chamada “erva de pantagruel” que posteriormente seria confirmada como a própria maconha.

A erva “pantagruelion” no épico Pantagruel e Gargântua, de Rabelais, foi identificada como maconha já em 1854 na monografia de Leon Fay “Rabelais, botânica” (Angers, 1854). Fay mostrou que a descrição de Rabelais da erva “pantagruelion” não é só botanicamente precisa, mas “tão cheia de vida como a própria erva”.


Fonte: http://www.veryimportantpotheads.com/site/rabelais.htm


*A bíblia KJV foi publicada pela primeira vez em 1611 e foi revolucionária na sua tradução. KJV signifca “King James Version”, a versão do Rei Jaime I.


Fonte: Wikipédia


O primeiro esboço da declaração de independência dos EUA (28 de junho de 1776) foi escrita em um papel holandês (feito de cânhamo), assim como o segundo esboço, concluído em 2 de julho de 1776. Esse foi o documento que de fato se assentou naquele dia.
No dia 4 de julho de 1776, foi anunciado e liberado, e no dia 19 de julho do mesmo ano, o congresso ordenou que a declaração devesse ser copiada e feita a escritura em um pergaminho preparado em pele animal e esse foi o documento em que, no dia 2 de agosto de 1776, os deputados assinaram.

O papel de cânhamo dura entre 50 e 100 vezes mais que as preparações de papiro e era muito mais fácil e barato de produzir.


O que os colonos americanos e o resto do mundo costumavam fazer era produzir papel reciclado com as sobras das lonas e das cordas que os donos dos navios consideravam como sucata.


O resto do papel
vinha de roupas desgastadas, lençóis, fraldas, cortinas e trapos* vendidos para sucateiros. Tudo isso era feito principalmente de cânhamo e às vezes linho. *Daí que vem o termo rag paper (cotton paper), que seria o papel de fibra de tecido, no caso, o de algodão, que é de qualidade superior. Fraldas feitas de cânhamo sendo vendidas atualmente.
Fonte:
http://www.babysorganicnursery.com/





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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Capítulo 2 - Parte VI

Em meados de 1820, a descaroçadora de algodão (criada por Eli Whitney em 1793) foi amplamente substituída pelas máquinas de tear e novos mecanismos europeus por causa da sua liderança em maquinaria e tecnologia* que conduziu a América. Cinqüenta por cento de todas as substâncias químicas utilizadas na agricultura americana hoje em dia são usadas nas plantações de algodão. O cânhamo não precisa de químico nenhum e tem pouquíssimos predadores – exceto pelo governo dos EUA e a DEA**.

*O autor cita “tool” e “die making”, são palavras que no contexto não tem tradução direta para o português. São exemplos de máquinas que estavam sendo importadas. Elas têm muita importância pela produção acelerada, tirando proveito da vantagem da máquina sobre ao homem.

**DEA é a sigla para Drug Enforcement Administration, é um órgão do governo norte-americano que atua na guerra às drogas, sendo assim um dos principais motivos para a maconha continuar ilegal.


Pela primeira vez, as roupas feitas de algodão poderiam ser fabricadas por um custo menor do que as feitas à mão, e as fibras selecionadas de cânhamo seriam produzidas nos novos teares mecânicos a vapor.
Porém, como o cânhamo é ao mesmo tempo robusto, cálido, suave e duradouro, continuou a ser a segunda fibra natural* mais usada até 1930.

*Se você estiver se perguntando, não existe THC na fibra de cânhamo. Isso mesmo, você não pode fumar a sua camisa. Na verdade, tentar fumar cânhamo industrial pode ser fatal.

Depois da lei de tributação da maconha em 1937, as novas “fibras plásticas” da Dupont, sob licença desde 1936 pela empresa alemã I.G. Farben (as patentes faziam parte da indenização alemã paga aos EUA em virtude da primeira guerra mundial) substituíram as fibras naturais de cânhamo (cerca de 30% da I.G. Farben, subordinada a Hitler, foi financiada e apropriada pela Dupont americana). A Dupont também introduziu a produção de náilon (criado em 1935) no mercado depois de patenteá-lo em 1938.

(Colby, Jerry, Dupont Dynasties, Lyle Stewart, 1984.)

Finalmente, deve-se frisar que aproximadamente 50% de toda a química utilizada na agricultura norte-americana hoje em dia são usadas em plantações de algodão.

O cânhamo NÃO precisa de nenhuma química e tem pouquíssimos predadores – exceto pela DEA e o governo!


(Cavender, Jim, Professor of Botany, Ohio University, “Authorities Examine Pot Claims”, Athens News, November 16, 1989.)


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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Capítulo 2 - Parte V

As roupas caseiras eram geralmente tecidas por pessoas de todo o mundo com fibras feitas de cânhamo (“family hemp patch”).

Nos EUA, essa tradição durou desde a época dos peregrinos (1620) até a proibição do cânhamo em 1930.*

*Em 1930, o Congresso foi avisado pela FBN* que vários polonês-americanos ainda cultivavam maconha em seus quintais a fim de produzir seus “long johns” de inverno e roupas de trabalho. Eles cumprimentaram os agentes com suas espingardas por roubarem as roupas que eles usariam no ano seguinte.



*A FBN segue a mesma lógica da FBI, é um departamento de justiça em que se investigam tudo sobre os narcóticos. FBI significa Federal Bureau of Investigation e FBN significa Federal Bureau of Narcotics.

A idade e a densidade dos remendos de cânhamo influência na qualidade da fibra. Se um fazendeiro quer linho suave de cânhamo, ele deve plantar a cannabis uma do lado da outra.

Por sabedoria popular, se você quer plantar com fins medicinais ou recreativos, você deve plantar uma semente a cada 5 jardas quadradas (aproximadamente 4,18 metros quadrados). Quando plantada para gerar mais sementes, de 4 a 5 pés de distância (entre 1,2 e 1,5 metro).

(Univ. of Kentucky Agricultural. Ext. leaflet, March 1943.)

Entre 120 e 180 sementes são plantas em uma jarda quadrada (aproximadamente 0,84 metros quadrados) para cordame e vestuário bruto. Para produzir as melhores rendas e linho, eram plantadas mais de 400 plantas por jarda quadrada e colhidas entre 80 e 100 dias depois.

(Farm Crop Reports, USDA international abstracts. CIBA Review 1961-62 Luigi Castellini, Milan Italy.)




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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Capítulo 2 - Parte IV

O uso habitual de cânhamo na economia no início da república americana era importante suficiente para preencher o tempo e os pensamentos do primeiro secretário da tesouraria dos EUA, Alexander Hamilton, que escreveu num aviso da tesouraria em 1970:

“Linho e cânhamo: fabricantes desses artigos têm muita afinidade entre si e algumas vezes até se misturam, podem ser considerados em se combinar com muitas vantagens. Lonas deveriam ter 10% de taxa...”

(Herndon, G.M., Hemp in Colonial Virginia, 1963; DAR histories; Able Ernest, Marijuana, the First 12,000 Years; also see the 1985 film Revolution with Al Pacino.)

Carroças que eram cobertas de lonas robustas feitas de cânhamo iam para o oeste (para Kentucky, Indiana, Illinois, Oregon, Califórnia*) enquanto navios feitos com velas e cordas de cânhamo velejavam pela Califórnia. *O original jeans “heavy-duty” da Levi, eram feitos com panos e rebites de cânhamo para os garimpeiros da Califórnia. Desse jeito, os bolsos cheios de ouro e sedimentos não rasgariam.

Kentucky e Wisconsin eram os maiores produtores de cânhamo dos EUA. Ironicamente, hoje em dia (2010), ambos os estados ainda possuem
leis restritivas em relação a cannabis.



“O cânhamo em Kentucky:

A primeira safra foi plantada em 1775. De 1840 a 1860, Kentucky atingiu seu pico de produção e em 1850 tinha 40 mil toneladas, equivalente ao valor de $5 milhões. Fábricas produziam cordel, cordas e estopas para veda de veleiros e ensacamento de algodão. A maior safra do estado até 1915. O mercado se enfraqueceu pela concorrência da juta, que era vendida sem tarifa. Para ajudar a guerra, o cânhamo foi novamente cultivado durante a 2ª guerra mundial. Veja mais.”



Essa placa se localiza do lado de fora do tribunal do condado de Jessamine, em Kentucky. Ela diz:


“Um dos condados que mais produziam, era o 3º em valor de produção e em fábricas de cordame, com 14 em atividade em 1840. O pico de sua produção foi atingido em meados de 1800, rendendo mais de mil toneladas por ano, com o valor de $125 mil. Em 1889, foi um dos três condados Bluegrass (apelido dado devido à Poa annua, uma espécie de capim que crescia na região) que juntos plantaram mais do que a metade de todo o cânhamo produzido no país.”



Isso é um selo de “tributação especial” do governo permitindo a produção de maconha para um fazendeiro no estado de Wisconsin. Pessoal e intransferível, válida por um ano.

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Capítulo 2 - Parte III

Têxteis e Tecidos


Até os anos de 1820 nos EUA (e até o século XX na maioria do resto do mundo), 80% de todos os tecidos e têxteis usados para vestuário, barracas, lençóis e linho*, tapetes, cortinas, edredons, toalhas, fraldas etc. – e inclusive a bandeira estadun
idense, “Old Glory”**, eram feitas principalmente de fibra de cannabis.

* A edições da Encyclopædia Britannica que vão de 1893 até 1910 – e em 1938, a Popular Mechanics* estimou – indicam que pelo menos metade de todo o material que era chamado de “linho” não era de fato feito de linho e sim de cannabis. Herodotus (450 A.C.) descreveu que os trajes de cânhamo feito pelos trácios eram iguais em excelência ao linho e que “ninguém, exceto por experientes, poderia perceber se eram feitos de cânhamo ou linho”.

* Popular Mechanics é uma revista americana dedicada a ciência e tecnologia e é veiculada desde 1902.

Fonte: Wikipédia

A Popular Mechanics, em 1938 (quatro meses depois do Marihuana Tax Stamp Act), em uma matéria cujo título era “A safra bilionária”, dizia:

“Milhares de toneladas de cânhamo são usadas todo ano por uma grande empresa de produção de dinamite e TNT. A matéria natural do cânhamo é uma fonte econômica de polpa para produção de qualquer tipo de papel, e a alta porcentagem de celulose alpha garante um fornecimento ilimitado de material bruto para os milhares de produtos de celulose desenvolvidos pelos nossos químicos.”


Fonte: http://www.glenwoodsmith.com/



** Old Glory é um apelido da bandeira americana.

Por centenas, quiçá milhares de anos (até meados de 1830), a Irlanda fez os melhores linhos e a Itália fazia os melhores panos para vestuário do mundo, todos feitos de cânhamo.

Apesar de esses fatos estarem quase esquecidos, nossos antepassados já tinham ciência de que o cânhamo é mais suave que o algodão, absorve mais água e tem três vezes mais força tênsil e é muito mais durável que o algodão.

Em 1776, quando, de fato, as patrióticas e reais, mães de descendência aristocrática, “Daughters of the American Revolution*” (o DAR de Boston e da Nova Inglaterra organizaram as “Spinning Bees*” para vestir os soldados de Washington, a maioria das linhas eram tecidas de fibras de cânhamo). Se não fosse pela planta historicamente esquecida (ou censurada) e atualmente desvirtuada, o exército continental teria sido congelado até a morte em Valley Forge, Pensilvânia.

*A Daughters of the American Revolution é uma organização de mulheres dedicadas a promover educação, patriotismo e preservação da história.

As “spinning bees” eram um grupo de mulheres famoso na América colonial por demonstrar uma dura resistência aos altos impostos britânicos.


Fonte: Wikipédia.


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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Capítulo 2 - Parte II

A palavra “canvas” (lona, tela) é a pronúncia da língua holandesa (duas vezes removida do Frânces e o Latim) da palavra “Kannabis”*, do grego.

*Kannabis – da (helenizada) língua grega da Bacia do Mediterrâneo, derivada do Persa e antes dos semitas do norte (Quanuba, Kanabosm,
Cana?, Kanah?). Estudiosos descobriram recentemente que o princípio da língua semita indo-européia (que data de 6.000 anos) era a base dos sumérios e dos acadianos. A palavra primitiva suméria/babilônica K(a)N(a)B(a), ou Q(a)N(a)B(a) é uma das palavras primárias da raça humana que sobreviveram por mais tempo durante o decorrer da história.
(“KN” significa cana e “B” significa dois – duas canas ou dois sexos.)

Além das velas de lona, até esse século, praticamente todo o cordame, as cordas das âncoras, as redes das cargas e de pesca, as bandeiras, as mortalhas e inclusive a estopa (a proteção principal dos navios contra a água salgada, usado como selante entre as vigas soltas ou novas) eram feitas com o caule da planta da maconha.

Inclusive o vestuário dos marinheiros, desde a costura das alpargatas, um calçado do tipo sapatilha que pode ser feito em brim ou lona (canva), com solado de corda ou borracha, eram feitos de cannabis*.


*Cargas, clippers (um tipo de veleiro), baleeiros, ou até embarcações navais medianos, nos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX transportavam entre 50 e 100 toneladas de armações feitas de cânhamo, sem mencionar as velas, redes etc., e precisava de reposição a cada dois ou um ano, devido à putrefação causada pelo sal.

(Pergunte a Academia Naval dos EUA, ou veja a construção do USS Constitution*, também conhecido como “Old Ironsides”, Boston Harbor.)



*USS Constitution é o mais antigo navio de guerra ainda em serviço e quem o batizou foi George Washington.


Fonte: Wikipédia

(Abel, Ernest, Marijuana, The First 12,000 Years, Plenum Press, 1980; Ency. Brittanica; Magoun, Alexander, The Frigate Constitution, 1928; USDA film Hemp for Victory, 1942.)


Adicionalmente, os registros, mapas, gráficos e Bíblias dos navios eram feitos de papel contendo fibra de cânhamo, da época de Colombo (século XV) até o início do século XX na Europa ocidental e nos EUA, e pelos chineses desde o século I A.C. O papel feito de cânhamo dura de 50 a 100 vezes mais do que a maioria dos feitos de papiro, além de ser muito mais fácil e barato de produzir.


O mais incrível era que se gastava mais com cânhamo dos navios, cordas, etc. do que na construção das partes de madeira.


Mas o uso do cânhamo não era restrito apenas ao oceano...

O capítulo 1 já pode ser baixado através desse link, que se encontra na parte lateral direita do site!
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Capítulo 2 - Parte I

Capítulo 2

Um breve resumo das utilidades do cânhamo

Nosso desafio ao mundo: tente nos provar que estamos enganados!

Se todos os combustíveis fósseis e seus derivados - tais como o uso das árvores para produção de papel e construções - fossem banidos a fim de salvar o planet
a, reverter o quadro atual do Efeito Estufa e acabar com o desmatamento;

Existe apenas uma fonte natural renovável anual que é capaz de fornecer a maioria absoluta de toda a demanda mundial de papel e têxtil; unindo todas as necessidades globais de transporte, industria e energia; simultaneamente reduzindo a poluição, reconstruindo o solo e limpando a atmosfera, tudo ao mesmo tempo...


E essa fonte é – a mesma que já fez isso anteriormente – a MACONHA (cânhamo, marijuana, cannabis)!


A marinha e as embarcações

Noventa por cento* de todas as velas dos navios (desde antes dos fenícios, de pelo menos desde o século V A.C. até depois da invenção e comercialização dos navios a vapor – da metade ao fim do século XIX) eram feitas de cânhamo.

*Os outros 10% eram geralmente feito de linho ou de fibras secundárias, como rami, sisal, juta e abacá.





(Abel, Ernest, Marijuana: The First 12,000 Years, Plenum Press, 1980; Herodotus, Histories, 5th Century B.C.; Frazier, Jack, The Marijuana Farmers, 1972; U.S. Agricultural Index, 1916-1982; USDA film, Hemp for Victory, 1942.)


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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Capítulo 1 - Parte IV


Guerras importantes aconteceram para garantir a disponibilidade de cânhamo

Por exemplo, a razão original para a guerra de 1812 (EUA contra Inglaterra) era pelo acesso ao cânhamo russo. Este era a principal razão pela qual Napoleão (aliado dos EUA em 1812) e os aliados ao Bloqueio Continental invadiram a Rússia em 1812. (Capítulo 12, “A guerra (do cânhamo) de 1812 e Napoleão invade a Rússia.”)


Em 1942, depois que invasão nipônica nas Filipinas cessou o fornecimento de abacá*, o governo norte-americano distribuiu mais de 180 quilos de sementes de cannabis para os fazendeiros americanos de Wisconsin até Kentucky, que acabaram por produzir 42 mil toneladas de fibra de cânhamo anualmente até 1946, quando a guerra acabou.


O abacá*, também conhecido como cânhamo-de-manila, cânhamo-de-manilha, alvacá, bananeira-de-corda, bananeira-de-flor e bandala é um tipo de bananeira que proporciona também uma das mais importantes matérias-primas para a cordoaria. Os seus frutos não são comestíveis. Com as fibras dela extraídas, são feitos os cabos usados em todo o mundo para amarrar os navios nos portos. É usado de preferência a qualquer outra fibra porque, além de sua enorme resistência à tensão, é dificilmente deteriorável sob a ação da água, doce ou salgada. As fibras dessa musácea tropical têm de dois a quatro metros de comprimento e procedem dos pecíolos de suas folhas. A plantação tem o aspecto de um bananal e as plantas são cortadas pela base antes que cheguem a frutificar. O abacá é empregado também na manufatura de cordéis, sacos, linhas e redes de pescar, tapetes, papel de embrulho e pasta de papel. As ilhas Filipinas têm sido, desde tempos imemoriais, o principal centro produtor. Durante a II Guerra Mundial, as plantações dos EUA na América Central, iniciadas na década de 1920, supriram o mercado aliado. Alguns países da região são hoje grandes produtores.


*Fonte: Wikipédia.


Por que o cânhamo tem sido tão importante na história?

Porque o cânhamo é a mais forte, resistente e durável fibra natural do planeta. Suas folhas e flores foram – dependendo da cultura – o primeiro, segundo ou terceiro medicamento mais utilizado por dois terços da população mundial por pelo menos 3 mil anos, até a virada do século.

Botanicamente, o cânhamo pertence a mais avançada família das plantas no mundo. Ela é dióica (possui o órgão sexual masculino ou feminino e às vezes é hermafrodita – os dois órgãos na mesma planta), é abundante, herbácea e usa o sol com mais eficiência que praticamente qualquer outra planta no planeta, chegando a ficar com de 3 até 6 metros de altura em baixa temporada. Pode ser plantada em praticamente qualquer clima e condição de solo existentes no mundo, inclusive nos de pior qualidade.

O cânhamo é, de longe, a principal fonte natural renovável da Terra. É por isso que o cânhamo é tão importante.


Sim, isso é cannabis.


Footnotes:

1. Clark, V.S., History of Manufacture in the United States, McGraw Hill, NY 1929, Pg. 34.

2. Ibid.

3. Diaries of George Washington; Writings of George Washington, Letter to Dr. James Anderson, May 26, 1794, vol. 33, p. 433, (U.S. govt. pub., 1931); Letters to his caretaker, Williams Pearce, 1795 & 1796; Thomas Jefferson, Jefferson's Farm Books, Abel, Ernest, Marijuana: The First 12,000 Years, Plenum Press, NY, 1980; M. Aldrich, et al.

(Para preservar os dados, estou postando as notas de rodapé em inglês mesmo. Talvez a informação se perca na hora de traduzir fontes especificas.)

O capítulo 1 termina aqui e já pode ser baixado através desse link, que se encontra na parte lateral direita do site!

Essa foi a tradução e adaptação das páginas 5 e 6.

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Capítulo 1 - Parte III


Memorando da história mundial

“A mais antiga fábrica de tecidos era aparentemente de cânhamo, que começou a ser usado no oitavo milênio (8.000 – 7.000 A.C.)” (The Columbia History of the World, 1981, Page 54.)

A literatura (que engloba arqueologia, antropologia, filologia, economia, história) pertencente ao cânhamo concorda que pelo menos:

Por mais de 1.000 antes do tempo de Cristo até 1883 depois de Cristo, o cânhamo da cannabis – a maconha de fato – era a maior colheita mundial e o mais importante negócio, envolvendo milhares de produtos e empresas, produzindo a maioria das fibras no planeta, lâmpadas a óleo, incensos, medicamentos e construções. Além disso, era a fonte primária de comidas, óleos e proteínas essenciais aos humanos e animais.


Sementes de cânhamo. (organicjar.com)

De acordo com praticamente qualquer antropologista e universidade no mundo, a maconha também foi usada na maioria das religiões e rituais como uma das sete drogas mais amplamente utilizadas como interpolador de humor, mente e dor, quando ingerida como um psicotrópico a fim de expandir e manifestar a mente em consagrações.

Definição de droga:

Droga, narcótico, entorpecente ou estupefaciente são termos que denominam substâncias químicas que produzem alterações dos sentidos. Em seu sentido original, é um termo que abrange uma grande quantidade de substâncias, que pode ir desde o carvão à aspirina.

E de psicotrópico:

Droga psicoativa ou substância psicotrópica é a substância química que age principalmente no sistema nervoso central, onde altera a função cerebral e temporariamente muda a percepção, o humor, o comportamento e a consciência. Essa alteração pode ser proporcionada para fins: recreacionais (alteração proposital da consciência), rituais ou espirituais (uso de enteógenos), científicos (funcionamento da mente) ou médico-farmacológicos (como medicação).

Fonte: Wikipédia.

Quase sem exceção, essas experiências sagradas inspiraram nossas superstições, amuletos, talismãs, religiões, orações e códigos de linguagem (Capítulo 10: “Religiões e magias”).

(Wasson, R., Gordon, Soma, Divine Mushroom of Immortality; Allegro, J.M., Sacred Mushrooms & the Cross, Doubleday, NY, 1969; Pliny; Josephus; Herodotus; Dead Sea Scrolls; Gnostic Gospels; the Bible; Ginsberg Legends Kaballah, c. 1860; Paracelsus; British Museum; Budge; Ency. Britannica,, "Pharmacological Cults;" Schultes & Wasson, Plants of the Gods, Research of R.E. Schultes, Harvard Botanical Dept.; Wm EmBoden, Cal State U., Northridge; et al.)

Essa foi a tradução das páginas 4 e 5.

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